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Trabalhadores portuários de São Francisco do Sul lutam contra privatização

SINTESPE e do SINTRACASC organizaram um calendário de mobilizações para lutar contra a privatização do porto

Publicado: 10 Fevereiro, 2021 - 08h58 | Última modificação: 10 Fevereiro, 2021 - 09h18

Escrito por: Sintespe

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O mês de fevereiro começou “quente” para os trabalhadores portuários de São Francisco do Sul, com notícias vindas do governo do Estado anunciando a sua privatização. Atendendo ao chamado emergencial lançado pelas direções do SINTESPE e do SINTRACASC, resguardando o distanciamento e as medidas sanitárias necessárias, os servidores e servidoras do Porto e do “terminal graneleiro” estiveram reunidos no dia 29 de janeiro.

Apesar da motivação maior ter sido pela publicação de um ofício nas redes pelos Gestores da SC-PAR, dando conta de estudos para estruturação de um plano de cargos em que não estariam inseridos os atuais servidores (à disposição) estatutários do Porto e os celetistas CIDASC, já corriam informações dando conta de privações/parcerias públicas privadas/terceirização de setores estratégicos ligados ao Complexo Portuário.

No transcorrer da última semana o que era só notícia se confirmou, trazendo a incerteza e a indignação. O Jornal ND+ deu em primeira mão: “O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) decidiu extinguir a Santa Catarina Parcerias (SC-PAR). A medida será acompanhada de outra decisão: a desestatização dos dois portos (São Francisco do Sul e Imbituba) hoje comandados pelo governo do Estado.” (fonte: ND+,  Moacir Pereira, 01/02/2021).

Para organizar os trabalhadores e lutar contra a privatização do porto, o Sintespe organizou um calendário de mobilizações com visitas e reuniões . Nesta quinta-feira (11) acontecerá um assembleia geral com os trabalhadores e trabalhadores do porto, às 19h, na Associação da CIDASC.

 

UNIR PARA COMBATER A PRIVATIZAÇÂO DO PORTO  

Algumas das manifestações realizadas na defesa do Porto PÚBLICO:

 “Podem contar com o movimento sindical de Joinville e com a CUT-SC para o que der e vier. Estaremos do lado de vocês" , afirmou o Secretário de Organização Sindical da CUT-SC e vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Joinville, Wanderlei Monteiro de Souza. 

“Nossa tarefa é conversar com a população, comerciantes, familiares, conscientizar os colegas nos locais de trabalho. Se todos estiverem unidos e comungando com os mesmos ideais, a luta tem tudo para ser vitoriosa” (Wolney – diretor de comunicação do Sintespe).

“A principal atividade do Porto é operada por várias mãos, sob a coordenação e controle do Estado. Essa briga não é só nossa, mas sim de toda a comunidade Portuária. A privatização irá implodir essa cadeia (geração de emprego, distribuição de renda, maior consumo no comércio local, arrecadação, cooperativas autônomas etc.) podendo quebrar a Cidade” (Almir, servidor efetivo do Porto).

“Estamos no momento de reconhecer o “terreno” e juntar todos que querem defender a Cidade. Não aceitaremos a privatização do Porto. O povo não quer e já disse não em outras oportunidades. Espero que a cidade de São Francisco se levante mais uma vez.  O governador Moisés precisa recuar desse pensamento descabido" (presidente do Sintespe, Battisti).

CALENDÁRIO FEVEREIRO:

– Levantamento de informações, documentos, assessoria jurídica, contatos com entidades sindicais, vereadores, prefeito – Coordenação indicada na reunião.

 Dia 10 e 12: visita e reuniões com os demais sindicatos, cooperativas, classe política. Reunião visando a formação do Comitê Geral contra a Privatização do Porto e aprovação de um calendário de atividades.

– Dia 11: Assembléia Geral com início às 19 horas, na Associação da CIDASC. Obrigatório uso de máscara, distanciamento e uso de álcool gel.

PRIVATIZAR É TRANSFERIR O LUCRO PARA O CAPITAL GANHAR MAIS E PARA OS TRABALHADORES E TERCEIRIZADOS RECEBEREM MENOS