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Trabalhadores do Samu da região de Criciúma e Araranguá podem entrar em greve

Os trabalhadores estão sem pagamento do 13º salário, das férias e sem reajuste salarial há mais de três anos.  A empresa gestora Ozz Saúde também não está cumprindo a Convenção Coletiva da categoria.

Publicado: 05 Dezembro, 2019 - 17h10

Escrito por: Maristela Benedet

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Os trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) da região de Criciúma e Araranguá podem deflagrar paralisação das atividades nos próximos dias. Uma Assembleia será realizada nesta sexta-feira, 06, às 15h, no Sindicato em Criciúma para avaliar o protesto. Eles estão sem pagamento do 13º salário, das férias e sem reajuste salarial há mais de três anos.  A empresa gestora Ozz Saúde também não está cumprindo a Convenção Coletiva da categoria.

Em nota emitida pela Organização Social ao Sindicato, a Ozz alega não estar recebendo o repasse da Secretaria do Estado da Saúde há pelo menos um ano e acumulando uma dívida de R$ 20 milhões.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e região (Sindisaúde), Cleber Ricardo da Silva Cândido, explica que esta situação é de longa data. “Sai gestora entra nova gestora é o problema é sempre o mesmo. Eles tem que resolver com o Estado o repasse e não continuar prejudicando os trabalhadores. Se for aprovada a paralisação iremos definir a data para entrar em greve”, pontua o diretor.

São cerca de 70 profissionais na região. Os trabalhadores da Upa de Criciúma, Hospital de Nova Veneza e de Sombrio também estão sem receber o 13º salário. Sindicato acompanha.