Escrito por: CUT-SC

Topázio amplia ataques e servidores mantêm greve em Florianópolis

Após dois dias de audiência sem propostas e sem recuar nas mais de 200 demissões de servidores, categoria decide continuar a greve iniciada no dia 23 de abril

Sintrasem

Nesta terça-feira, 12 de maio, os servidores municipais de Florianópolis decidiram pela continuidade da greve iniciada no dia 23 de abril. A decisão foi aprovada em assembleia após dois dias de audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de Santa Catarina terminarem sem qualquer avanço nas negociações e sem recuo da Prefeitura nas punições impostas à categoria.

Mesmo diante da forte mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras, o governo do prefeito Topázio Neto encerrou as audiências sem apresentar propostas concretas para a pauta de reivindicações e sem rever as medidas arbitrárias e ilegais. Desde o início da greve, mais de 200 servidores já foram demitidos pela prefeitura em uma tentativa de enfraquecer o movimento.

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Durante a tarde desta terça-feira, o prefeito voltou a atacar os trabalhadores pelas redes sociais e ampliou as ameaças contra servidores efetivos, temporários, diretores escolares eleitos pelas comunidades e trabalhadores designados. A gestão também anunciou abertura de Processos Administrativos Disciplinares (PADs) contra grevistas.

Para o diretor do SINTRASEM e da CUT Nacional, Renê Munaro, o governo municipal demonstra uma postura autoritária e antissindical ao tentar impor o fim da greve pela força “Essas medidas demonstram a face autoritária do governo Topázio, que demite trabalhadores, desconta salário e quer impor pela força o fim da greve. A assembleia desta terça rejeitou a proposta massivamente, com milhares nas ruas mais uma vez para exigir negociação imediatamente”, afirmou.

Renê também destacou que a prefeitura se recusou a apresentar qualquer proposta concreta durante a conciliação “Diferente do que a prefeitura vem dizendo na imprensa, a audiência de conciliação se encerrou porque não houve nenhuma proposta para o movimento que pudesse ser apresentada como forma de acordo dessa reunião de conciliação”, declarou.

Segundo o dirigente, a categoria seguirá mobilizada e já protocolou no Poder Judiciário a decisão da assembleia exigindo a retomada imediata das negociações. Nesta quarta-feira (13), às 15h, os trabalhadores realizarão um grande ato em frente à Secretaria Municipal de Educação em defesa dos diretores eleitos, dos postos de trabalho e do investimento nas escolas públicas da capital.

A presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, criticou duramente a postura da prefeitura e reafirmou o apoio da Central à greve dos servidores municipais “É inadmissível que um prefeito responda uma greve legítima com perseguições, ameaças e demissões em massa. O governo Topázio tenta criminalizar a luta dos servidores ao invés de abrir negociação séria com a categoria. A CUT-SC seguirá ao lado dos trabalhadores de Florianópolis na defesa do serviço público, da democracia e do direito de greve”, afirmou.