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Sitiali conquista troca de máscaras diárias aos trabalhadores em frigoríficos

Após reivindicações, atos e negociações, a entidade sindical conquistou a troca diária de máscaras na unidade de aves da Seara Alimentos, pertencente ao grupo JBS, na cidade catarinense de São José.

Publicado: 10 Setembro, 2020 - 17h19

Escrito por: Redação – Contac-CUT

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O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação da Grande Florianópolis e Vale do Rio Tijucas (Sitiali) inicia a segunda semana de setembro com conquistas.

Após reivindicações, atos e negociações, a entidade sindical conquistou a troca diária de máscaras na unidade de aves da Seara Alimentos, pertencente ao grupo JBS, na cidade catarinense de São José.

A partir do último dia 8, passou a ser obrigatório o fornecimento de máscaras PFF2 para todos os funcionários das unidades de abate e processamento de carnes, tal como recomendam as normas internacionais durante a pandemia de Covid-19.

O presidente do Sitiali, Tiago da Silva Fernandes, destaca que esta conquista é também resultado da pressão realizada pela Campanha “A Carne Mais Barata dos Frigoríficos é a do Trabalhador”, lançada em agosto pela Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação da CUT (Contac-CUT), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação e Afins (CNTA) e a Regional Latinoamericana da União Internacional do Trabalhadores da Alimentação (Rel-Uita).

De acordo com o presidente da Contac-CUT, Nelson Morelli, o sindicato demonstrou a importância da mobilização. “Sem pressão e organização dos trabalhadores não há conquista”, valoriza.

Segundo Fernandes, até a semana passada, as máscaras eram trocadas apenas uma vez na semana, colocando os trabalhadores em risco. “Mesmo com esta conquista, a nossa luta não termina por aqui. Continuaremos as investidas para que 100% dos trabalhadores sejam testados e pelo fim das aglomerações dentro dos frigoríficos”, afirma Fernandes.

Além dos cuidados com a Covid-19 na unidade da JBS em São José, o presidente do Sitiali também destaca a luta de outras cidades no sul do país.

Outras regiões, por exemplo, cobram da JBS a retirada das proteções de chapas de inox e substituição por chapas acrílicas, no modelo de baia que regula a organização espacial da produção dentro da empresa. A unidade da JBS em Forquilhinha tem passado por isso.

De acordo com o presidente do Sitiali, é de conhecimento dos sindicatos da região do sul do Brasil que este modelo tem causado sintomas psicológicos como depressão, isolando o trabalhador.

“Nossa luta é por ambiente adequado aos trabalhadores não só por conta do coronavírus, mas pela garantia de um ambiente saudável em sua dinâmica de produção dentro das fábricas”, conclui Fernandes.