A Carta do Magistério Catarinense apresenta uma plataforma de compromissos para candidatos que disputarão cargos eletivos e busca cobrar o compromisso público por uma educação pública, laica e de qualidade
Na última segunda-feira (31), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de Santa Catarina (Sinte/SC) recebeu, em sua sede, candidatos e candidatas ao Governo de Santa Catarina e ao Senado para apresentar as reivindicações do magistério catarinense e cobrar das candidaturas o compromisso com a educação pública e com as pautas da categoria. O diálogo com os candidatos foi transmitido no Youtube do Sinte/SC.
Estiveram presentes para assinar a Carta Compromisso do Magistério Catarinense, os candidatos, e candidata, ao Governo do estado Gelson Merísio (PSB/Coligação Coragem para Mudar), Marcos Sodré (PSTU) e Bruno Pedreiro (PCO) e Laís Chaud (UP). Os candidatos ao Senado por Santa Catarina, Décio Lima (PT) e Marcos Dorval (PSTU) também marcaram presença e assinaram a carta. Todos os candidatos ao Governo foram convidados para o evento.
No evento, a presidenta do Sinte/SC, Elivane Secchi, destacou os desafios enfrentados pela educação pública catarinense, especialmente a desvalorização salarial e a falta de trabalhadores efetivos na rede. Segundo ela, “o cenário da educação de Santa Catarina é desafiador. Temos um dos piores salários do país e, mesmo após a realização de dois concursos públicos, ainda temos uma defasagem muito grande de trabalhadores efetivos na educação”.
Diante desse cenário, a presidenta defendeu que a categoria deve estar atenta às propostas apresentadas nas eleições. “É importante que os trabalhadores da educação conheçam as propostas das candidaturas e apoiem aqueles que assumam publicamente compromisso com a educação pública e com a valorização do magistério catarinense”.
A Carta do Magistério Catarinense apresenta uma plataforma de compromissos para candidatos e candidatas que disputarão cargos eletivos em 2026, e busca cobrar o compromisso público das candidaturas, por uma educação pública, laica, democrática e de qualidade. Entre as reivindicações estão a valorização da carreira, o cumprimento do piso salarial, a realização de concursos públicos, a redução das contratações temporárias, o fim do desconto de 14% sobre aposentadorias e a garantia da gestão democrática nas escolas.