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SINSEJ chama servidores de Joinville à nova paralisação e assembleia dia 17

Na segunda-feira, os debates e decisões serão sobre aumento da alíquota do Ipreville e a abertura das mesas de negociação e deliberação ou não sobre o estado de greve e/ou greve.

Publicado: 14 Fevereiro, 2020 - 16h01

Escrito por: Assessoria de Comunicação - SINSEJ

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Sem ter resposta do prefeito Udo Döhler sobre o pedido da abertura das negociações da Campanha Salarial 2020 com o Sinsej, a assembleia geral dos servidores públicos de Joinville, realizada na manhã desta quinta-feira (13), deliberou por outra paralisação para segunda-feira, dia 17, com nova assembleia geral e mobilização às 14 horas na Câmara de Vereadores de Joinville. Na segunda-feira, os debates e decisões serão sobre aumento da alíquota do Ipreville e a abertura das mesas de negociação e deliberação ou não sobre o estado de greve e/ou greve.

Na educação, por exemplo, a categoria quer barrar a tramitação, na Câmara de Vereadores, do Projeto de Lei Complementar nº 51/2019, que extingue cargo de supervisor II e cria gratificação pra 30 profissionais trabalharem na Sede da Secretaria. O PLC vai à votação no mesmo dia (17).
No caso do Ipreville, o objetivo também é retirar do legislativo o PLC 03/2020, que traz mudanças na estrutura do Instituto, põe em risco a aposentadoria e aumenta o valor de alíquota de contribuição dos servidores para 14%.

A paralisação de hoje foi um termômetro para mostrar ao governo municipal a organização da categoria na luta pelo atendimento das reivindicações, que vão desde o aumento real de 8%; o reajuste de 100% previsto pelo INPC; a realização imediata de concurso público; o pagamento da dívida da prefeitura com o Ipreville, além da  defesa de um serviço público, gratuito e de qualidade em todas as áreas.

Participaram da atividade dois mil servidores de mais de 50 locais, entre escolas, Ceis, unidades básicas de saúde, subprefeitura do Vila Nova, todo o setor de Tecnologia da Informação da PMJ, CREAS, CAPS, Hospital São José, agentes e assistentes administrativos, além de outros.

A supervisora escolar Marisa Vicentin, pontuou que é preciso lutar pela valorização dos servidores e dos serviços públicos. Ela está na luta contra a aprovação do PLC 51 desde que o projeto foi apresentado na Câmara.

Prefeitura desrespeita quem presta o serviço público e a população
Em meio à mobilização, uma comissão formada por diretores e servidores se dirigiu ao gabinete do prefeito solicitando uma reunião urgente, que foi negada pelo secretário de governo, Afonso Fraiz. O Secretário tentou enrolar a comissão, que insistiu em ser atendida e saiu de lá com a promessa de um retorno entre hoje e amanhã. O Sindicato vem pedindo o adiantamento das negociações desde dezembro.

João, médico, alertou o Secretário de que, caso o prefeito continue ignorando a pauta dos servidores, as campanhas de vacinação serão afetadas e junto com a chegada dos surtos de malária e dengue, pois faltam condições de trabalho e pessoal para trabalhar nas comunidades.

Greve pode ser decretada
A possibilidade de uma greve por tempo indeterminado não está descartada, caso o prefeito continue tratando com descaso a pauta dos servidores.

Para a servidora aposentada Angela, o prefeito tem que ter mais respeito pelo servidor. Se  respeitasse, não precisaríamos parar as atividades para garantir um direito que é nosso, destacou.

Entre tantos ataques dos governos nacional, estadual e municipal aos serviços e servidores públicos, só resta a mobilização de todos para resistir. Dirigentes do Sindipetro, do Sindicato dos Metalúrgicos de Joinville, do Sinte/SC, da Fetram/SC e da CUT/SC estiveram presentes em solidariedade e apoio à esta luta.

A direção do Sinsej parabeniza todos os servidores pela demonstração de força neste dia e convoca toda a categoria para estar na segunda-feira, dia 17, às 14 horas, em frente à Câmara de Vereadores. Faça chuva ou faça sol. Precisamos estar unidos e ampliar ainda mais nossas mobilizações. Queremos direito, valor e respeito!