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Servidores de Itapoá em greve

Prefeito de cidade do norte do estado nega cláusulas sociais aos trabalhadores do serviço público municipal

Publicado: 30 Maio, 2017 - 09h31

Escrito por: Aline Seitenfus

Em assembleia realizada dia 23 de maio, os servidores de Itapoá deflagraram greve que começou nessa segunda, dia 29 de maio. A decisão foi tomada depois de diversas tentativas de diálogo com o governo – que recebeu o sindicato apenas uma vez. Dos 18 pontos da pauta de reivindicações, o prefeito, Marlon Neuber, atendeu somente dois: reposição da inflação e reajuste do vale-alimentação.

Entre as principais solicitações da categoria estão a aplicação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS), eleição para diretores das escolas, a regulamentação do reajuste dos salários pelo INPC e o pagamento de adicional de insalubridade para ACSs, ACEs e recepcionistas das unidades de saúde. Após negar a aplicação do PCC na mesa de negociação, Marlon enviou um ofício ao sindicato informando que iria estudar a proposta e dar uma resposta em 180 dias. Assim foi com as demais reivindicações: prazos de estudo de até 180 dias, solicitação de esclarecimentos ao Ministério da Educação (MEC) e ao Tribunal de Contas, ou negativas.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville e região - SINSEJ, Ulrich Beathalter, considera um absurdo essa atitude da Prefeitura. Ulrich lembrou ainda que o PCC, o gatilho salarial e a eleição para diretores de escola foram acordados em Campanhas Salariais anteriores e até o momento não foram aplicados. “Os servidores são responsáveis pela manutenção de todos os serviços prestados à comunidade. Quando o governo se nega a atender as suas reivindicações, ele está se negando a prestar um atendimento de qualidade a cada morador de Itapoá”, disse o dirigente sindical. “As conquistas desta greve se estenderão a todos os itapoenses”, concluiu ele. 

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