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Servidores de Blumenau protestam na Câmara contra corte do FGTs dos ACT's

Os servidores municipais ocuparam Câmara de Vereadores e protestaram contra a aprovação do projeto de lei que retira dos trabalhadores admitidos em caráter temporários (ACTs) o direito ao FGTS.

Publicado: 07 Dezembro, 2018 - 09h35

Escrito por: Sintraseb

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Os servidores municipais de Blumenau ocuparam Câmara de Vereadores e protestaram contra a aprovação do projeto de lei que retira dos trabalhadores admitidos em caráter temporários (ACTs) o direito ao FGTS.

O Sindicato convocou uma reunião ampliada com os representantes por local de trabalho com o objetivo de conversar com os vereadores sobre temas que estão gerando dúvidas e protestos dos trabalhadores: o corte do FGTS dos ACTS; as dívidas da prefeitura com o ISSBLU; a eleição de diretores; a mudança da gratificação dos diretores e o reenquadramento dos coordenadores pedagógicos.

SERVIDORES SÃO IMPEDIDOS DE SUBIR AO PLENÁRIO E SINDICATO FAZ REUNIÃO NA RECEPÇÃO

Pouco antes das 14 horas os servidores que chegavam na recepção da Câmara eram informados, equivocadamente ou levianamente, que a reunião tinha sido suspensa ou cancelada. Isso porque o sindicato havia protocolado convite a todos os vereadores para se fazerem presentes.

Contudo, nenhum deles respondeu ou confirmou presença, exceto o vereador Adriano Pereira.

Com a chegada dos diretores do Sindicato a direção da Câmara proibiu a entrada dos servidores no plenário, liberando o acesso apenas as 14h45, quinze minutos antes do início da sessão. Com isso, o Coordenador Geral do Sintraseb realizou a reunião na recepção da Câmara, relatando todos os informes sobre os temas.

APÓS ACESSO LIBERADO, SERVIDORES LOTAM PLENÁRIO E PROTESTO ATRASA INÍCIO DA SESSÃO

Com o acesso liberado após as 14h45 os servidores lotaram o plenário. Assim que os vereadores começaram a surgir no recinto para o início da sessão os servidores iniciaram o protesto, gritando palavras de ordem e questionando os vereadores pela postura que tiveram na última segunda-feira (3). Em coro, os servidores bradavam “ANULA! ANULA! ANULA!”, reivindicando a anulação da lei aprovado que corta o direito dos ACTS ao FGTS. O presidente interino, vereador Almir Vieira, até tentou dar início à sessão, mas não teve êxito.

Buscando alternativa, o presidente convocou os vereadores para reunião na sala das comissões e convidou o coordenador geral do Sintraseb Sérgio Bernardo e a diretora sindical Sueli Adriano para conversar e encontrar uma saída para o conflito e para que a sessão pudesse acontecer.

PRESIDENTE DA CÂMARA E LÍDER DO GOVERNO SE COMPROMETEM EM INTERMEDIAR ENCONTRO COM O GOVERNO

Sabendo que os servidores não sairiam do plenário sem um mínimo de satisfação, o presidente da Câmara Almir Vieira e o líder do Governo, vereador Alexandre Matias, na presença de mais seis vereadores, se comprometeram em intermediar um encontro com o governo municipal para que se pudesse discutir os temas com mais transparência e envolvimento de todos, antes da próxima sessão que acontecerá na próxima terça-feira (11).

Com o acordo feito e os ânimos acalmados, a sessão ordinária pode ser aberta e os trabalhos iniciados.

SERVIDORES ESTÃO CONVOCADOS PARA A PRÓXIMA SESSÃO NA TERÇA (11)

Diante do exposto, ficou deliberado com os representantes por local de trabalho a ocupação do plenário da Câmara na próxima terça-feira (11).

Veja o vídeo aqui >>>https://www.facebook.com/sintraseb/videos/978405299012486/

 

ENTENDA O CASO

Na segunda-feira (3) o governo municipal reapresentou, em regime de urgência urgentíssima, o Projeto de Lei Complementar nº 1827 que altera a forma de contratação dos trabalhadores admitidos em caráter temporário (ACTs), eliminado o direito ao FGTS e a multa pela rescisão do contrato.Com a presença do secretário municipal de administração, Anderson Rosa, o projeto foi aprovado por 7 votos a 6.

Votaram pelo fim do direito os vereadores Alexandre Matias, Jens Mantau e Sylvio Zimmermann (PSDB), Jovino Cardoso (PROS), Alexandre Caminha (PSD), Marcelo Lanzarin (MDB) e Almir Vieira (PP).

Votaram contra o projeto os vereadores Adriano Pereira (PT), Aílton de Souza (PR), Bruno Cunha (PSB), Professor  Gilson (PSD), Oldemar Becker (DEM) e  Zeca Bombeiro (SD).

Foi um duro golpe contra os direitos dos trabalhadores e um desrespeito com a categoria. No dia 29 de novembro, com o plenário lotado de servidores, os vereadores retiraram o projeto da pauta de votações dizendo que não votariam a matéria em caráter de urgência sem dialogar com Sindicato

 

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