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Servidores da Saúde de Joinville fazem ato exigindo transporte para trabalhar

Desde que as linhas da saúde foram paralisadas pelas empresas no dia 9 de agosto, muitos servidores estão enfrentando dificuldades, principalmente financeira, para se deslocarem ao trabalho.

Publicado: 18 Agosto, 2020 - 18h34

Escrito por: Assessoria de Comunicação Sinsej

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A manhã desta terça-feira (18) foi de luta, indignação e protesto para os servidores da saúde de Joinville. Reunidos em frente ao Hospital São José, dirigentes do Sinsej e representantes de base da categoria receberam a solidariedade de trabalhadores de outros ramos para denunciar à sociedade o descaso do governo municipal em não lhes garantir uma alternativa viável de deslocamento até os locais de trabalho.

Desde que as linhas da saúde foram paralisadas pelas empresas no dia 9 de agosto, muitos servidores estão enfrentando dificuldades, principalmente financeira, para se deslocarem ao trabalho. Ainda que o decreto do prefeito não proibisse as empresas de manterem estes roteiros, elas optaram por cessar todo o serviço de transporte. Isso aconteceu poucos dias após a pressão popular ter feito com que o prefeito patrão Udo Döhler (MDB) retirasse de tramitação o projeto de lei ordinária nº 95/2020 que autorizava a Prefeitura de Joinville a conceder subsídio de 7,5 milhões de reais, entre julho e dezembro, às empresas privadas de transporte coletivo.

Assim que tomou conhecimento das dificuldades enfrentadas, principalmente pelos trabalhadores que recebem os menores salários, a direção do Sinsej procurou a Secretaria de Saúde a fim de dialogar em busca de uma solução. Mas, mais uma vez, a resposta foi o descaso e o silêncio da gestão. Esta postura fez com que o sindicato tomasse a decisão de entrar com uma ação exigindo que a prefeitura garanta o transporte. Na sexta-feira (14) a justiça despachou uma intimação para que o município se manifeste sobre o caso dentro do prazo de 72 horas.

Enquanto isso há trabalhadoras e trabalhadores da saúde que chegam a comprometer 50% de seu salário em transporte por aplicativo e táxis já que nem sempre conseguem carona. Há ainda aqueles que estão tendo horas descontadas por conta dos inevitáveis atrasos provocados pela instabilidade provocada pela falta de transporte.

Para a presidenta do Sinsej Jane Becker este ato serviu para fazer um alerta à sociedade de que os profissionais da saúde, sejam eles públicos ou da iniciativa privada, precisam neste momento de um olhar especial da gestão. “O prefeito está sendo negligente, tanto com os trabalhadores da saúde quanto com a população. Neste momento caótico, em meio a esta pandemia, precisamos de uma gestão que garanta o atendimento nos hospitais, postos de saúde, PAs e todos os setores da saúde. Precisamos que a gestão tome uma providência urgente”, declarou.