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SC está entre os cinco estados com mais denúncias de assédio eleitoral

CUT-SC alerta para ameaças de demissão, perseguição política e campanhas de boicote contra trabalhadores após as eleições de 2026

Publicado: 03 Novembro, 2026 - 10h46

Escrito por: CUT-SC

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Santa Catarina ocupa a quinta posição entre os estados brasileiros com maior número de denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho após as eleições gerais de 2026. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram registradas 259 denúncias no estado entre os dias 28 e 30 de outubro, apenas nos três primeiros dias de funcionamento de um canal específico para receber esse tipo de ocorrência.

Em todo o Brasil, o MTE recebeu aproximadamente 4.305 denúncias no mesmo período. Santa Catarina aparece atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. As denúncias estão sendo analisadas pela Auditoria Fiscal do Trabalho, responsável por investigar possíveis irregularidades e adotar as medidas cabíveis.

Para a CUT-SC, os números acendem um alerta sobre a necessidade de combater a intimidação política nos locais de trabalho e garantir que nenhum trabalhador ou trabalhadora seja ameaçado, perseguido ou discriminado por suas escolhas eleitorais.

Campanhas incentivam demissões e boicotes por posicionamento político
O crescimento das denúncias ocorre em meio à circulação de campanhas nas redes sociais que incentivam a perseguição de trabalhadores e estabelecimentos comerciais por suas posições políticas. Uma dessas iniciativas, identificada como "Demita um petista", estimula empresários a dispensar ou deixar de contratar trabalhadores que tenham manifestado apoio ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Também circulam listas de boicote contra estabelecimentos apontados como apoiadores do presidente, ampliando o clima de hostilidade e discriminação política.

A CUT-SC reforça que a relação de emprego não pode ser utilizada como instrumento de coerção política. A liberdade de consciência, de expressão e de escolha eleitoral é um direito assegurado pela Constituição Federal e não pode estar condicionada à vontade do empregador.

O assédio eleitoral pode se manifestar por meio de ameaças de demissão, constrangimentos, intimidações, exigências de apoio a candidatos ou partidos e outras práticas destinadas a interferir na liberdade política dos trabalhadores.

Nenhum patrão é dono do voto ou das convicções políticas de seus empregados. A tentativa de transformar o emprego em instrumento de chantagem representa uma grave violação dos direitos fundamentais da classe trabalhadora.

 

Saiba como denunciar o assédio eleitoral
Trabalhadores e trabalhadoras que sofrerem ou presenciarem ameaças, perseguições, discriminação ou outras formas de assédio eleitoral no ambiente de trabalho podem registrar denúncias pelos canais oficiais:

· Ministério do Trabalho e Emprego (MTE): https://assedioeleitoral.trabalho.gov.br/

· Ministério Público do Trabalho (MPT): https://mpt.mp.br/assedio-eleitoral

· Centrais Sindicais: https://centraissindicais.org.br/ae/

As denúncias são tratadas de forma sigilosa e encaminhadas aos órgãos competentes para análise e investigação. A CUT-SC orienta que trabalhadores procurem também seus sindicatos para receber apoio e orientação diante de situações de assédio eleitoral.