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Saúde diz não a proposta patronal

Na primeira rodada de negociação nessa segunda-feira (20), no Hospital São José, os trabalhadores não aceitaram a proposta patronal de somente o INPC de 1,83% em todos os reajustes nos hospitais São José, São João e Unimed

Publicado: 21 Novembro, 2017 - 08h37

Escrito por: Maristela Benedet

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Na primeira rodada de negociação nessa segunda-feira (20), no Hospital São José, os trabalhadores não aceitaram a proposta patronal  de somente o INPC de 1,83% em todos os reajustes a ser pago nos hospitais São José, São João e Unimed a partir de 1º de novembro e nos demais a partir de 1º de janeiro sem retroativo.

 

Um dos itens que a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde) disse não abrir mão  de resguardar  os direitos é  a manutenção da cláusula da  jornada 12 x 36  com o pagamento do feriado em dobro. “Eles não querem manter o pagamento em dobro na cláusula alegando que esta jornada já é garantida em lei em Sumula do TRT de 2004, mas sabemos que isso pode cair no futuro”, pontua o presidente do Sindicato João Martins Estevam.

Outro ponto negado pelos trabalhadores é a retirada da homologação no sindicato. “É somente lá que o trabalhador terá a garantia que estará recebendo as verbas rescisórias como todos seus direitos, de outra forma, poderá haver erros e o trabalhador nem sempre está ciente do que lhe é devido”, explica João. 

Na avaliação do diretor do Sindisaúde, Cleber Ricardo da Silva Cândido, oferecendo somente a inflação baixa ainda para ser paga no próximo ano fica bem claro que querem implantar a reforma Trabalhista retirando todas as conquistas. “Só vamos fechar o acordo com as cláusulas que não retirem e mantenham os direitos”, disse Cleber.

Nas reivindicações da categoria estão à garantia de manutenção dos direitos conquistados nas cláusulas sociais há quase 10 anos; INPC do período de 2,5%, mais 2% de aumento real e vale-alimentação ampliado de R$ 100,00 para R$ 170,00.  São cerca de 4 mil trabalhadores em 19 hospitais da região. Os protestos nos hospitais seguem durante esta semana.  Uma nova negociação deve ser agendada para a próxima semana sem data prevista.

 

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