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SC mobilizada em defesa da previdência e contra os cortes da Educação

Mobilizações aconteceram em todo o estado contra a reforma da Previdência e em defesa da educação pública

Publicado: 13 Agosto, 2019 - 14h55 | Última modificação: 14 Agosto, 2019 - 14h25

Escrito por: Pricila Baade

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Em mais um Dia Nacional de Mobilizações, Paralisações e Greves em Defesa da Educação e da Aposentadoria, nesta terça-feira (13/8), estudantes, professores e trabalhadores de diversas categorias foram às ruas de Santa Catarina para protestar contra a reforma da Previdência e contra os cortes na educação pública.  Mais de dez cidades em todas as regiões do Estado participaram do dia de lutas.

A presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, ressaltou a importância deste 13 de agosto “Mais uma vez os estudantes e os trabalhadores se uniram em mais de 200 cidades de todo o Brasil para mandar o recado para o governo Bolsonaro. Santa Catarina também fez bonito com pessoas indo às ruas em todas as regiões para dizer não ao desmonte da Previdência, aos cortes da educação, à entrega do patrimônio público”.

Florianópolis foi a cidade com a maior mobilização do Estado, reunindo cerca de 20 mil pessoas. Os casacos não davam conta de conter o vento forte e o frio de 10ºC e muitas vezes as pessoas batiam o queixo e enrolavam os braços em volta do corpo pra se esquentarem, mas a baixa temperatura não refletia o clima da manifestação – os estudantes e trabalhadores estavam acalorados para a luta – todos gritavam palavras de ordem contra os cortes na Educação,  o projeto “Future-se” – que quer que empresas privadas financiem o ensino público – e a Reforma da Previdência.

O ato, organizado pelos movimentos estudantil, sindical e social, junto com a CUT e as demais centrais, começou às 16h, com concentração no largo da Catedral, quando os representantes das centrais sindicais organizadoras da mobilização falaram. Por volta das 17h, a multidão que já ocupava todo o largo da Catedral saiu em caminhada pela rua Tenente Silveira com faixas e cartazes e quem estava na frente da passeata não conseguia ver o fim do tsunami de gente que tomou conta das ruas centrais da cidade.  O ato encerrou no Ticen, quando as entidades e organizações dos estudantes e dos trabalhadores da Educação deram o seu recado para os participantes.

Além do ato na capital, aconteceram mobilizações em Chapecó, Blumenau, Joinville, Jaraguá do Sul, Lages, Caçador, Curitibanos, São Miguel do Oeste e Criciúma.

Em Joinville, a chuva não impediu a luta

 

Em Jaraguá do Sul, estudantes e trabalhadores se reuniram ao lado do Museu da Paz

Em Joinville, mesmo com chuva e frio, trabalhadores e estudantes ocuparam a Praça da Bandeira em defesa da aposentadoria e contra os cortes na educação pública. Em Jaraguá do Sul, dirigentes sindicais, estudantes e professores do Instituto Federal - existem dois Campus na cidade - se uniram para defender a Educação e a aposentadoria da classe trabalhadora com uma manifestação durante a tarde, no centro histórico. 

Em Chapecó, manifestantes caminharam pelas ruas centrais em defesa da Educação e contra a Reforma da Previdência

Em Chapecó a luta também começou cedo com uma aula pública, na praça Coronel Barertaso, em seguida aconteceu panfletagem pelas ruas no centro da cidade. No fim da tarde um ato aconteceu e centenas de trabalhadores e estudantes marcharam pelas ruas centrais da cidade em defesa da Educação Pública e contra a Reforma da Previdência.

Curitibanos também se uniu ao dia de lutas
Em Caçador, dirigentes se uniram contra a Reforma da Previdência e em defesa da Educação

 

Na região Meio-Oeste, Caçador e Curitibanos tiveram ações durante a manhã em defesa da previdência e da educação. Os militantes entregaram materiais e dialogaram com quem passava para explicar os desmandos que estão sendo feitos pelo governo e denunciando os deputados federais que votaram a favor da Reforma.

Aulão popular em Lages trouxe lideranças para debaterem sobre a Reforma, Educação e Soberania Nacional

A luta continuou à tarde na região, quando mais de 100 pessoas se reuniram na Praça do Terminal Urbano, em Lages, para um Aulão Popular cque debateu sobre a Defesa da Educação Pública, a luta contra a Reforma da Previdência do governo Bolsonaro e a defesa da Soberania Nacional e dos direitos da classe trabalhadora.

Em Blumenau, ato percorreu a rua XV de Novembro, no centro

 

Blumenau também se uniu à mobilização nacional com a participação de estudantes e trabalhadores. Os manifestantes se concentraram no fim da tarde na Praça Dr. Blumenau e depois caminharam pela rua XV de Novembro com faixas e cartazes contra a Reforma da Previdência e os cortes na Educação. 

Criciúma também se uniu ao Dia de Mobilização Nacional

 

Em Criciúma o dia de lutas começou cedo com panfletagem pelos bairros para dialogar com os trabalhadores sobre a Reforma da Previdência. No fim da tarde, estudantes e trabalhadores se unificaram em um ato na Praça Nereu Ramos.