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Prefeito Udo Döhler desconta salário dos dias de greve dos servidores de Joinville

Na tarde de hoje (26), o Sinsej teve conhecimento por meio da Secretária de Gestão de Pessoas, Cinthia Friedrich, de que os dias de greve, assembleia e paralisação serão descontados nos salários.

Publicado: 27 Março, 2020 - 11h07 | Última modificação: 27 Março, 2020 - 12h56

Escrito por: SINSEJ

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Na tarde dessa quinta-feira (26), o Sinsej teve conhecimento por meio da Secretária de Gestão de Pessoas, Cinthia Friedrich, de que os dias de greve, assembleia e paralisação serão descontados nos salários.

Desde a mesa de negociação referente à campanha salarial, no dia 16, último, a direção do Sindicato vem cobrando da prefeitura o não desconto e também a continuidade das negociações, já que havia prévio agendamento de próxima reunião para o dia 19 de março, a qual não aconteceu devido ao decreto da quarentena. Após a entrega de ofício protocolado pelo Sinsej no dia 18 de março, reafirmando o pedido, haviam sido feitos vários telefonemas à Secretaria de Gestão de Pessoas, que somente na noite de ontem (25) retornou a ligação afirmando que a decisão estava nas mãos do prefeito. No entanto, hoje (26) Cinthia confirmou os descontos e disse que apenas o dia da primeira assembleia seria revisto.

UDO NA CONTRAMÃO

Temos visto que por conta da pandemia da Covid 19, o governo estadual e o próprio governo municipal têm anunciado medidas que contribuem com o bem-estar da população, suspendendo o corte dos serviços de energia, água e luz de pessoas de baixa renda por falta de pagamento. No último dia 24, o Legislativo estadual aprovou projeto que estende essas regras a todos os catarinenses e inclusive proíbe a demissão de professores ACTs na rede pública do Estado. Assim, a direção do Sindicato repudia a atitude do prefeito Udo Döhler frente a quem presta o serviço público na cidade e reitera a solicitação da continuidade das negociações com o não desconto dos dias parados. O desconto de metade do salário dos servidores desestabilizará famílias de milhares de joinvilenses, inclusive dos que permanecem na linha de frente e atendendo os cidadãos sem EPIs necessários em tempos de pandemia da Covid-19, como também a economia local.