Escrito por: CUT-SC

Plenária das Regionais Oeste e Meio-Oeste debate desafios e organiza lutas para 2026

O encontro reuniu representantes de diversos sindicatos CUTistas da região em dois dias de debates, formação e planejamento coletivo

Dirigentes sindicais das Regionais Oeste e Meio-Oeste da CUT-SC participaram nesta quarta-feira (25) e quinta-feira (26), de uma plenária realizada em Xanxerê para debater a conjuntura, os desafios da organização sindical e planejar as principais ações de luta para o próximo período. O encontro reuniu representantes de diversos sindicatos CUTistas da região em dois dias de debates, formação e planejamento coletivo.

A plenária iniciou com uma dinâmica em que cada participante refletiu sobre qual legado gostaria de deixar até o final de 2026. Entre as principais preocupações e objetivos apontados estiveram a redução da jornada de trabalho, a eleição de representantes comprometidos com as pautas da classe trabalhadora nas eleições gerais, o combate ao feminicídio e o avanço da consciência de classe entre os trabalhadores e trabalhadoras.

Na sequência, foi realizado um momento de análise de conjuntura. Os participantes assistiram a um vídeo do economista Maurício Mulinari, que apresentou uma análise da realidade econômica, social e política de Santa Catarina, abordando também os desafios impostos pelas políticas do governo estadual. Em seguida, a secretária nacional de Formação da CUT, Rosane Bertotti, fez uma análise da conjuntura nacional e dos desafios colocados para o movimento sindical no próximo período.

Durante sua fala, Bertotti destacou que, mesmo com avanços importantes para a população nos últimos anos, o movimento sindical ainda enfrenta dificuldades para disputar a narrativa com a sociedade. Ela apontou que o Brasil vive uma situação de Congresso conservador e que a extrema direita tem conseguido pautar o debate público em temas conservadores, desviando a atenção de questões centrais para a classe trabalhadora, como saúde, educação, moradia, emprego e direitos trabalhistas. Segundo ela, um dos desafios do movimento sindical é recolocar esses temas no centro do debate político.

Rosane também alertou para debates que estão em curso no Congresso Nacional e no Judiciário e que impactam diretamente a vida dos trabalhadores, como a pejotização irrestrita, a taxa negocial, o fim da escala 6x1, os direitos dos trabalhadores por aplicativo e a regulamentação da Convenção 151 da OIT, que trata da negociação coletiva no serviço público.

Ainda no primeiro dia, os dirigentes debateram a organização do movimento sindical para as eleições gerais de 2026 e aprovaram encaminhamentos relacionados à organização das mobilizações do Dia do Trabalhador, da Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília, e da Marcha dos Catarinenses.

No segundo dia de atividades, os participantes se dividiram em grupos para realizar um diagnóstico dos principais desafios das Regionais Oeste e Meio-Oeste, compartilhar lições organizativas e planejar ações coletivas para fortalecer a organização sindical nas regiões.

A plenária reforçou a importância da organização regional, da formação política e da unidade do movimento sindical para enfrentar os desafios do próximo período e avançar nas lutas da classe trabalhadora em Santa Catarina e no Brasil.