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Plenária da CUT-SC com Padilha e Vagner Freitas reúne mais de 150 dirigentes

A atividade, organizada pela CUT-SC, debateu sobre a saúde pública, a situação dos trabalhadores e ação do movimento sindical na pandemia.

Publicado: 31 Julho, 2020 - 15h11

Escrito por: Pricila Baade

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Na tarde desta quinta-feira, 30 de julho, mais de 150 dirigentes e trabalhadores de sindicatos CUTistas de Santa Catarina tiveram a oportunidade de ouvir o ex-ministro da saúde e deputado federal (PT), Alexandre Padilha, e o vice-presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, em uma plenária virtual. A atividade, organizada pela CUT-SC, debateu sobre a saúde pública, a situação dos trabalhadores e ação do movimento sindical na pandemia.

Na abertura da plenária, a Presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, afirmou que os desafios são grandes para os trabalhadores e o movimento sindical “Nós sabíamos que depois do golpe poderíamos ter aumento de desemprego e perda de direitos, mas ninguém previa que viria uma pandemia para piorar ainda mais a situação dos trabalhadores. Nossos desafios são grandes, além de enfrentar essa guerra em defesa da vida, precisamos defender os trabalhadores da retirada de direitos promovidas pelo governo Bolsonaro”.

Alexandre Padilha, que é médico infectologista e que durante o governo Dilma, como Ministro da Saúde, se destacou como o principal responsável pela implantação do Programa Mais Médicos, falou sobre a situação do SUS no país. Durante o debate na plenária ele destacou a grave situação do país no combate à pandemia “O Brasil é o único país do mundo que está há 6 semanas com mais de mil mortes por dia e há 13 semanas seguidas com a pandemia em crescimento de casos”. Padilha ressaltou ainda que o Brasil é o único país do hemisfério norte que demorou mais de 60 dias para estabilizar a pandemia.

O ex-ministro da saúde afirmou que a pandemia tem cor e endereço – atingindo sobretudo a população negra e os mais vulneráveis – e alertou que a interiorização do vírus irá agravar a proliferação nas comunidades indígenas “A pandemia escancara e aprofunda as desigualdades no nosso país. Esta é a maior tragédia que o Brasil já teve”.

Alexandre Padilha disse que três pontos são fundamentais para a agenda sindical neste momento. A primeira é reforçar todos os mecanismos de denúncia – nacional e internacional - do caráter genocida do governo e de Bolsonaro “É preciso denunciar em todos os fóruns e redes que os sindicatos participam os atos deliberados caracterizados como genocídio e crime contra a humanidade que envolvem a caneta do presidente da república permitindo extermínio de um conjunto de comunidades étnicos e de parte da nossa população”. Os outros três temas que devem estar no centro da agenda movimento sindical, segundo o deputado, são o fortalecimento do SUS e dos instrumentos do estado brasileiro; as medidas para garantir a proteção aos trabalhadores na retomada das atividades econômicas; e o debate sobre a reconstrução das cidades para se recuperar da pandemia que coloque a defesa da vida, da renda e da  democracia em primeiro lugar.

O atual vice-presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, falou sobre a atuação da CUT durante a pandemia “Umas das coisas que Bolsonaro disse que iria fazer era acabar com a CUT e com os movimentos sociais e todo dia ele tenta, mas estamos resistindo. Para desastre deste governo genocida, a CUT está viva e continua firme, com a possibilidade de sair ainda mais fortalecida da pandemia”.

Vagner ressaltou que a principal tarefa do movimento sindical é derrotar o bolsonarismo “Defender o Fora Bolsonaro não é pela análise de desempenho econômico. Bolsonaro é um ilegítimo presidente da república porque foi eleito num grande esquema mundial de inversão de votos que são as Fake News. Ele mudou o voto de milhões de pessoas espalhando em massa mentiras e calúnias das pessoas”

O vice-presidente da CUT afirmou ainda que é preciso defender o impeachment de Bolsonaro porque corre contra ele processos de formação de quadrilha criminosa e de milícia. “Ele precisa ser retirado do governo porque é um genocida, responsável por cada uma das 90 mil mortes, já que ao invés de garantir políticas públicas para proteger os trabalhadores, ele questiona as recomendações da OMS”.