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Municipais de Florianópolis fazem ato para exigir mesa de negociação com prefeito

Mais de mil pessoas percorreram o Centro da cidade para exigir que o prefeito Gean Loureiro (DEM) receba a mesa de negociação eleita pelos trabalhadores.

Publicado: 23 Abril, 2021 - 14h33

Escrito por: SIntrasem

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Os trabalhadores da Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF) mostraram nesta quinta-feira (22/4) que é possível, sim, tomar as ruas com segurança. Mais de mil pessoas percorreram o Centro da cidade para exigir que o prefeito Gean Loureiro (DEM) pare de fazer marketing apostando com as vidas da população e que receba a mesa de negociação eleita pelos trabalhadores.

A categoria está em greve desde o dia de 24 de março com uma única pauta: a defesa da vida dos trabalhadores, incluindo terceirizados, das crianças, dos jovens e familiares. Os trabalhadores querem voltar às atividades, mas precisamos ter garantias de condições sanitárias seguras para o retorno.

Florianópolis apresenta um sistema de saúde em colapso, sobrecarregado, com falta de vagas nas UTIs, ausência de uma política de testagem da população e um dos piores índices de cobertura da vacinação entre todas as capitais.

A GREVE É LEGAL

Houve duas audiências de conciliação junto ao Tribunal de Justiça (TJ-SC), as quais nem o prefeito nem seu secretariado compareceram.

Na primeira destas audiências, o desembargador Vilson Fontana removeu a ilegalidade da greve decretada dias antes e tentou, via poder judiciário, estabelecer uma proposta de negociação entre os trabalhadores e a prefeitura.

Mesmo assim, a PMF continua com uma prática anti-sindical ao dizer que não negocia com os trabalhadores em greve, preferindo apostar com a vida da comunidade escolar a sentar e tratar da pauta da categoria.

PREFEITURA INSISTE NO NEGACIONISMO DE BOLSONARO

Gean e seu secretário de educação, Maurício Pereira, garantem que as redes que já retornaram em Florianópolis – estadual e privada – não tiveram problemas, mas não é o que está acontecendo na prática, com inúmeros surtos, unidades fechadas às pressas e casos sendo escondidos da vigilância epidemiológica.

Trabalhadores da rede privada que foram obrigados a retornar ao presencial são ameaçados, e muitos vão para a escola mesmo sob suspeita para não sofrerem represálias.

Em um questionário espontâneo feito pelo sindicato dos trabalhadores das escolas privadas da região da Grande Florianópolis, 88,4% dos entrevistados disseram que não se sentem seguros para ministrar aulas presenciais; e 95% afirmaram conhecer algum colega de trabalho que contraiu a Covid-19.

Em março, uma escola privada da cidade virou notícia nacional ao esconder 20 crianças no banheiro para fugir da fiscalização.

O resultado: das cerca de 360 unidades de educação de Florianópolis (federal, estadual, municipal e privadas), 78 tem casos ativos de Covid neste momento.

VOLTAR, SÓ COM SEGURANÇA!

Os trabalhadores não querem a manutenção do trabalho remoto “para sempre”, como a prefeitura alega, pois sabem que as aulas remotas estão longe do ideal.

Nas reivindicações para um retorno com segurança sanitária estão o controle da pandemia, com a taxa de contaminação comunitária abaixo de 1,0 e próxima de 0,5; imunização e testagem da comunidade escolar; EPIs seguros para todos (incluindo os terceirizados); estrutura física adequada, com a revisão e a atualização dos Planos de Contingência (Plancons); e a contratação de novos trabalhadores com o chamamento dos aprovados em concurso público.