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Mundo de Mulheres reúne pessoas de diferentes países na capital catarinense

Mulheres CUTistas participam do Mundo de Mulheres e dividem com a academia e outros movimentos a luta das trabalhadoras no Brasil

Publicado: 01 Agosto, 2017 - 22h55

Escrito por: Sílvia Medeiros

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Debates sobre relações de trabalho, racismo, homofobia, aborto, mulheres indígenas, camponesas, mídia, religião estão sendo debatidos nesse Mundos de Mulheres e llº Fazendo Genero que começou dia 30 de julho e vai até sexta, dia 4 de agosto, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, em Florianópolis.

São mais de 8 mil mulheres de vários países que estão reunidas durante toda a semana, num dos maiores eventos feministas do mundo. Os debates que acontecem dentro do campus da universidade federal, ocupa além das salas e auditórios acadêmicos, três grandes tendas e vários espaços no gramados que fica em volta da universidade. “É a primeira vez que o Fazendo Gênero, um espaço de debates acadêmicos, recebe representantes dos movimentos sociais para a mesa de debate”, explica Sueli Silvia Adriano, Secretaria de Mulheres da CUT-SC, que participou da organização do evento.   Segundo ela, é um momento único de envolvimento das ações práticas dos movimentos sociais, junto com a teoria e a prática cotidiana do feminismo.

Secretaria de Mulheres da CUT participa do Mundos de MulheresSecretaria de Mulheres da CUT participa do Mundos de Mulheres

Mulheres CUTistas no debate do Mundos de Mulheres – Com agendas simultâneas de atividades com l60 simpósios temáticos, 33 mesas redondas, 4 conferências, 95 oficinas, l7 minicursos, 40 rodas de conversa e várias outras atividades culturais. Lideranças mulheres da CUT se dividem entre diversos debates e contribuem com a experiência da organização sindical e os desafios enfrentados diariamente pelas mulheres trabalhadoras.

Além dos desafios imediatos colocados pelas reformas que retiram direitos e que prejudicam diretamente as mulheres, a Secretaria de Mulheres da CUT, Junéia Batista, participou do debate sobre Relações do Trabalho e falou da experiência CUTista na estrutura de organização sindical. Juneia destacou a conquista da paridade na direção da central e como esse debate foi construído ao longo dos mais de 30 anos da CUT.

Rosane Bertotti, Secretaria de FormaRosane Bertotti, Secretaria de Forma

Os diferentes feminismos – Não há como padronizar o debate sobre o feminismo, a diversidade de mulheres, de pensamentos e modos de vidas, faz com que as formas de libertação e empoderamento da mulher sejam muitos diferentes. Foi nessa linha que a Roda de Conversa que tratou sobre os desafios de construir o feminismo camponês e popular aconteceu.

Para Rosane Bertotti, Secretaria de Formação da CUT, que representou a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar FETRAF/Brasil, destacou que o feminismo no campo é a prática do poder viver. “Temos um quadro muito dramático com alto índice de violência contra à mulher no campo. Precisamos enfrentar de forma coletiva esse cenário. O Mundos de Mulheres é um espaço que nos fortalecer e  nos da a possibilidade de construção coletiva entre a academia e os diferentes movimentos do campo”, reforçou Rosane Bertotti.

Sueli Adriano,Secretaria de Mulheres da CUT-SC participa de mesa de debateSueli Adriano,Secretaria de Mulheres da CUT-SC participa de mesa de debate

A mulher na mídia - Como a mulher está sendo apresentada nos veículos de comunicação, a forma com é estereotipada e como se dá a construção do machismo, através de narrativas da mídia e da propaganda. Essa é uma outra problemática discutida no Mundos de Mulheres. “Pensar na comunicação, no poder que ela tem de rotular os indivíduos e como ela interfere na visão que a sociedade nos coloca do que é ser mulher, é um debate que nós trabalhadoras temos que acompanhar e pensar ações de enfrentamento de forma coletiva”, destaca Adriana Maria Antunes de Souza, Secretária de Comunicação da CUT-SC.

A quarta-feira, dia 2 de agosto, está reservado para uma grande Marcha do Mundos de Mulheres, que vai acontecer às l6 horas no Centro de Florianópolis, momento que a pauta das mulheres vai ocupar as ruas e mostrar a força e potencialidade desse encontro que reúne pessoas do mundo todo. Além da pauta de luta das mulheres, a Marcha também fará parte dos atos nacionais que pedem a saída do presidente Michel Temer, que será julgado no mesmo dia.

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