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JBS de Nova Veneza retira avental protetor de plástico dos trabalhadores

Agora, os trabalhadores e as trabalhadoras precisam realizar sua tarefa com a camisa úmida e até molhada, o que piora ainda mais as já sofridas condições de trabalho em frigoríficos

Publicado: 07 Julho, 2020 - 09h45 | Última modificação: 08 Julho, 2020 - 13h55

Escrito por: Gerardo Iglesias (Rel UITA) e Maristela Benedet

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A empresa Seara-JBS de Nova Veneza, em Santa Catarina, definiu novas ordens de trabalho e retirou dos trabalhadores e trabalhadoras o avental protetor de plástico. A decisão aconteceu após uma reclamação de um cliente final no Japão, que informou que havia pequenos pedaços de plástico em um lote de frangos de exportação. Com isso, o responsável pela qualidade de produtos da fábrica retirou o avental alegando que essa poderia ser a fonte de contaminação.

"Agora nós trabalhadores, teremos que realizar os serviços com a camisa úmida e muitas vezes molhada piorando ainda mais as condições de trabalho e, colocando em risco a nossa saúde" , avaliou a funcionária da unidade e diretora do Sindicato, Gisele Adão. Conforme ela, o avental é fundamental, junto aos demais equipamentos de proteção, a todos que exercem suas atividades em locais de trabalho de temperaturas baixas.

O presidente do Sindicato, Jeovanio Eler, lamenta esta postura sem respeito aos trabalhadores pela empresa e, afirma estar buscando resolver o problema: "Procuramos há alguns dias a direção da JBS para conversarmos e até sugerimos um outro tipo de avental. No entanto ainda não tivemos nenhuma posição", pontuou. O presidente analisa que o setor frigorífico segue com foco de crescente de contaminação pelo Covid 19 e, os EPIs são um dos itens essenciais para prevenir o agravamento dos casos.

Esta decisão torna-se ainda mais lesiva tendo em consideração que estamos enfrentando uma pandemia e o setor frigorífico é foco de inúmeros casos de contaminação por Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústrias da Alimentação de Criciúma e Região fará o questionamento formal às autoridades, protocolando denúncias na Secretaria Nacional do Trabalho, no Ministério Público do Trabalho e no escritório da OIT, em Brasília.