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Greve dos servidores de Jaraguá do Sul fica fortalecida com anulação de votações na Câmara

Em greve desde segunda, dia 6 de março, trabalhadores do serviço público municipal de Jaraguá do Sul, lutam contra pacote que retira direitos

Publicado: 08 Março, 2017 - 09h35

Escrito por: Sergio Honrich

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A luta dos servidores de Jaraguá do Sul contra o pacote de equilíbrio financeiro, também conhecido como "pacote de maldades do prefeito Antídio Lunelli", saiu fortalecida neste segundo dia de greve, dia 7 de março.

Motivados pelo Mandado de Segurança deferido pela Justiça, que anulou a votação na sessão do dia 3 de março e estabeleceu prazo mínimo de 15 dias para votações dos projetos de lei, os servidores ampliaram a participação no movimento grevista. Pela manhã, mais de 2 mil servidores realizaram a concentração diária na frente do Centro Administrativo Municipal (CAM), aos gritos de palavras de ordem. A avaliação do comando de greve é de que neste momento até 75% da categoria está paralisada.

Por volta das 8h45min, o comando de greve foi recebido pelo vice-prefeito Udo Wagner, a chefe de gabinete do prefeito Emanuela Wulff e a procuradoria geral do município (o prefeito ainda não havia chegado à Prefeitura). Mas, sem sucesso, já que o vice-prefeito disse que "não tem competência legal para negociar". O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jaraguá do Sul e região - Sinsep, Luiz Cezar Schorner foi taxativo durante a audiência: "Antes de retirar os projetos da Câmara não tem possibilidade de negociação com a administração". Udo Wagner ouviu dos representantes do comando de greve que, segundo o Artigo 169 da Constituição Federal, existem passos a serem seguidos para conter as despesas do município, como cortar em até 20% os gastos gerais com cargos comissionados, por exemplo.

À tarde os servidores acamparam nas imediações da Câmara de Vereadores para acompanhar a sessão ordinária e intensificar a luta com palavras de ordem e paródias: "A greve vai rolar, e o prefeito não pode reclamar, porque não soube respeitar nossos direitos, agora tem que aguentar, deixa a mesa quebrar". E nenhum projeto incluído no pacote de maldades foi à votação. "A mobilização da categoria está barrando os ataques contra os nossos direitos", resume o presidente do Sinsep, Luiz Cezar Schorner.

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