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Estamos juntas com você, Professora Marlene!

CUT-SC se solidariza à professora da UDESC que sofre perseguição de uma ex-aluna, militante da Escola Sem Partido, que a processa por ministrar aulas sobre o feminismo

Publicado: 07 Abril, 2017 - 11h59

Escrito por: Coletivo de Mulheres da CUT-SC

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As mulheres trabalhadoras da CUT-SC, que representa comerciárias, professoras da rede pública e privada, agricultoras familiares, bancárias, operárias das indústrias metalúrgicas e da alimentação, servidoras públicas municipais, estaduais e federal, trabalhadoras da saúde, da construção civil e demais categorias, reunidas no Coletivo de Mulheres da CUT-SC, no dia 5 de abril em Florianópolis vem a público prestar solidariedade à professora Marlene de Fáveri, historiadora, docente e pesquisadora da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, que é reconhecida nacionalmente pelo seu estudo voltado as relações de gênero, pela perseguição que ela vem sofrendo de uma ex-aluna, professora de história da rede pública municipal de Chapecó.

Professora Marlene está sendo processada por ministrar um curso que tinha como temática o feminismo. A ex-aluna alega que se sentiu constrangida nas aulas por ser uma pessoa cristã e anti-feminista. Era Marlene quem orientava a tese de mestrado da ex-aluna que agora a processa, porém no decorrer da construção do trabalho a professora pediu o fim da orientação, devido as divergências de concepções. O que para Marlene é um direito, bem como para os discentes, trocar os orientadores.

A ex-aluna, não esconde nas suas redes sociais a sua admiração pelo deputado federal Jair Bolsonaro, inclusive já ficou famosa nas redes por ter tirado uma foto com o deputado machista do Rio de Janeiro. Além dessas postagens, ela compartilha posições contrárias ao divórcio, ao feminismo, ao aborto e frases ridicularizando a luta feminista como “toda vez que uma mulher é empoderada, a civilização é enfoderada!”. No processo impetrado pela discípula de Bolsonaro, ela pede indenização por danos morais.

Com o rompimento da democracia no Brasil, grupos conservadores com projetos idênticos da censura do período da ditadura militar, ganham espaço e começam a ameaçar professores e professoras, apoiados pelo movimento Escola Sem Partido.  Esperamos que nesse processo contra a Professora Marlene, bem como outros casos de intimidação que vem sendo feitos a professores e professoras, seja garantida a democracia e a livre docência!

Contra a Escola Sem Partido, pela garantia dos direitos, nós estamos com você Marlene! Não pensem que vão nos calar, pois hoje somos muitas!

Coletivo de Mulheres da CUT-SC

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