Em solidariedade à greve da PMF e contra os ataques de Topázio Neto
A paralisação, iniciada em 13 de fevereiro, é uma resposta legítima contra o desmonte dos direitos da categoria e do serviço público
Publicado: 18 Fevereiro, 2025 - 10h48
Escrito por: CUT-SC

A Central Única dos Trabalhadores de Santa Catarina (CUT-SC) repudia os ataques do governo Topázio Neto (PSD) aos trabalhadores da Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF) e manifesta total apoio à greve iniciada em 13 de fevereiro. A paralisação é uma resposta legítima contra o desmonte dos direitos da categoria e do serviço público.
Sem diálogo com os servidores ou o Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos (IPREF), a prefeitura enviou à Câmara um projeto que destrói o direito à aposentadoria, reduzindo valores, ampliando o tempo de contribuição e impondo desconto para aposentados, penalizando quem dedicou a vida ao serviço público.
Na educação, o prefeito age com descaso. A portaria nº 28/2025 demitiu mais de 500 professores auxiliares de educação especial (PAEEs), sobrecarregando auxiliares de sala e abrindo caminho para a terceirização. Além disso, mudanças arbitrárias na grade curricular reduziram a carga horária de disciplinas essenciais, prejudicando a formação dos estudantes.
O governo ainda descumpre acordos judiciais que determinam a convocação de servidores efetivos aprovados em concursos para Saúde e Magistério, demonstrando total desrespeito com os trabalhadores e a população.
De forma autoritária, em conluio com a Justiça, Topázio Neto tenta silenciar a greve. Uma liminar impõe multa de R$ 200 mil por dia, autoriza descontos salariais e determina o retorno forçado ao trabalho, atacando diretamente o direito constitucional de greve e organização sindical.
A CUT-SC exige o fim imediato da repressão, respeito aos direitos dos trabalhadores e a abertura de negociações. Não aceitaremos calados o desmonte da previdência, da educação e dos serviços públicos. Seguiremos firmes na luta por uma Florianópolis mais justa!