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Servidores de São José, em SC, alertam para o perigo da volta às aulas presenciais

Com marcha fúnebre e vestidos de preto em sinal de luto, os manifestantes fizeram uma esquete teatral para sensibilizar e alertar o prefeito sobre o perigo da volta dos professores e alunos às salas de aula

Publicado: 26 Fevereiro, 2021 - 10h23 | Última modificação: 26 Fevereiro, 2021 - 14h39

Escrito por: Douglas Rossi - Sintram/SJ

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Servidores municipais de São José, município de Santa Catarina, realizaram um ato, na tarde desta quinta-feira (25), em frente à prefeitura da cidade, em protesto contra a decisão do Executivo de retomar as aulas presenciais a partir da próxima segunda-feira, dia 1°, apesar do agravamento da pandemia do novo coronavíris, que vem obrigando autoridades de todo o país a aumentar as medidas de restrição de circulação, com lockdown e toque de recolher.

Com marcha fúnebre e vestidos de preto em sinal de luto, os manifestantes fizeram uma esquete teatral para sensibilizar e alertar o prefeito sobre o perigo que significa a volta dos professores e alunos às salas de aula nesse momento, considerado o mais crítico da pandemia de Covid-19. Cruzes também foram espalhadas pelo chão e posteriormente depositadas no canteiro em frente ao prédio da prefeitura.

O ato chamou a atenção também de quem passava pelo entorno. Muitos demonstraram apoio aplaudindo a manifestação e reforçando que não é momento para retomar as atividades presenciais nas unidades de ensino. Isso demonstra que a população está consciente da gravidade da situação.



Trabalhadores já deliberaram pela greve

Em assembleia realizada no último dia 24, a categoria deliberou por deflagrar greve a partir da próxima segunda-feira, dia 1° de março, caso a administração municipal insista em manter a retomada das atividades presenciais nas escolas da rede.

Os trabalhadores não irão aceitar o retorno às salas de aula enquanto não houver CONDIÇÕES SANITÁRIAS SEGURAS E O CONTROLE DA PANDEMIA, com garantia de EPIs, estrutura física adequada, testagem, rastreamento e vacina de acesso público e universal para todos.

Não há garantia alguma de que as medidas estabelecidas serão efetivas. Nem o próprio governo do município conseguiu garantir o que ele mesmo aprovou nos seus Planos de Contingência.