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Eleições para a reitoria da UFFS: O SINTE exige respeito ao processo democrático

SINTE/SC emite nota repudiando a nomeação feito por decreto por Bolsonaro do professor Marcelo Recktenvald, que ficou em 3º lugar na votação da reitoria, para reitor da UFFS

Publicado: 02 Setembro, 2019 - 16h59

Escrito por: SINTE-SC

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Foi com perplexidade que o SINTE/SC recebeu a notícia de que o presidente Jair Bolsonaro havia nomeado a reitor da UFFS (Universidade Fronteira Sul), por decreto, o professor Marcelo Recktenvald, que ficou em terceiro lugar na votação para a reitoria. O SINTE, que representa mais de 60 mil trabalhadores em educação da rede pública estadual, repudia este desrespeito à autonomia universitária e ao processo eleitoral ocorrido no primeiro semestre deste ano, no qual o referido professor obteve apenas 21,43% do resultado, ficando atrás de outras duas chapas candidatas.

A instalação da UFFS foi uma reivindicação de diversos movimentos sociais e entidades sociais por décadas. A Universidade é reflexo da luta pelo direito do ensino superior gratuito e de qualidade para milhares de jovens oriundos principalmente da classe trabalhadora, que na história da educação brasileira sempre foi deixada de lado pelos governos de plantão.

A UFFS é resultado das demandas assumidas pela população como uma conquista do ensino público democrático, popular e acessível a todos e todas, que necessitam do ensino da pesquisa e da extensão para atender a comunidade regional e nacional.

As medidas autoritárias que o governo federal vem tomando em relação à educação e a sua intervenção em diversos órgãos federais, é inaceitável. Exigimos respeito à eleição e defendemos que o reitor da UFFS a ser nomeado deve ser o candidato da chapa vencedora: o Professor Anderson e Ribeiro e a Professora Lísia Ferreira, que foram eleitos com 54% dos votos válidos no segundo turno pela comunidade universitária para assumir o posto máximo na Universidade.

O SINTE/SC sempre defendeu eleições diretas, a democracia e a eleição participativa, tanto nas escolas públicas, como nas universidades. Continuaremos na luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade.