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Direção estadual, coordenadores regionais e conselheiros do SINTE tomam posse

A nova direção, eleita em junho, tomou posse nessa sexta-feira (9)

Publicado: 12 Agosto, 2019 - 08h54

Escrito por: SINTE-SC

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Aconteceu nessa sexta-feira, 9 de agosto, a Reunião do Conselho Deliberativo do SINTE/SC, na presença da nova Direção Executiva Estadual, Coordenadores Regionais e Conselheiros, que pela manhã foram empossados. Após a reunião ocorreu a Cerimônia de Posse da Diretoria Estadual e confraternização.

Na análise de conjuntura a fala foi de Heleno Araújo – Presidente da CNTE e Luiz Carlos Vieira – Coordenador Estadual do SINTE/SC que explanou sobre onda conservadora de extrema direita que atingiu o Brasil, mas alcança vários países e continentes. 

Um congresso com perfil neoliberal assume a pauta da privatização dos serviços públicos. Eles não estão preocupados com as diferenças regionais, as desigualdades e trabalham para a concentração ainda maior de renda para poucas pessoas, como os grandes empresários e bancos, que estão vibrando com a Reforma da Previdência, pois vão lucrar muito, afirma Heleno.

O presidente da CNTE ressalta que a retomada da luta passa pelo fortalecimento da escola, com a organização do local de trabalho, estimulando os grêmios estudantis, os conselhos escolares, associações de pais. Precisamos escutar a comunidade de forma organizada, pois assim teremos um processo coletivo de elaboração do projeto político e pedagógico da escola.

O Coordenador do SINTE/SC Professor Luiz Carlos Vieira afirma que Judiciário não se manifesta, defende a elite catarinense e nós servidores públicos temos várias ações impetradas que são empurradas com a barriga, são postergados aquilo que temos direito. Ele disse que temos feito nossa parte, citou os movimentos de greve geral contra o desmonte da educação pública e a Reforma da Previdência dos dias 15 de maio e dia 14 de junho, quando milhares de pessoas foram as ruas, puxados pelas centrais sindicais e o movimento estudantil, estes que vem sendo duramente atacados com os cortes. Atualmente muitas universidades correm o risco de fechar as portas.

Ele destacou que o Governo anunciou a minha nova escola, que promete investimentos de mais de um bilhão, mas não consta qualquer a valorização remuneratória aos trabalhadores/as em educação. Também estará ocorrendo audiência pública sobre as escolas domiciliares, mais um ataque do Governo, da APAE Escola, na FCEE sobre pecúnia e a implantação do novo ensino médio sem qualquer estrutura. Vieira destacou a importância das lideranças lerem as posições do SINTE no nosso site, conhecer os materiais da entidade e da CNTE e fazer o debate na base, com representantes das escolas e demais professores/as para irmos ao enfrentamento.

Ainda na conjuntura as falas debateram os desdobramentos do golpe político, midiático e parlamentar, que derrubou a Presidenta Dilma, articulado inclusive fora do país, que hoje temos provas diante dos vazamentos sobre a Lava Jato, seus procuradores e o hoje Ministro Sérgio Moro.

O Secretário de Formação Política e Sindical Aldoir Kraemer falou que eles querem o povo brasileiro subjugado, e os grandes países nos querem subjugados. Bolsonaro está cumprindo a pauta deles, tirar o direito dos trabalhadores, enriquecer ainda mais quem já é rico, e se algo aperta é nos trabalhadores que é cortado para que eles mantenham os privilégios. A classe média não quer que o pobre se nivele a ele. Temos problema de ordem de classe, e precisamos compreender esse processo, para nos articular e ir pra luta. A população está aprisionada com a visão conservadora, acham que tem que fazer reforma para ter emprego, mas agora estão sentindo na carne os problemas, por isso precisamos ir as escolas, fazer os debates, mesmo que estejam cooptados, aprisionados por esse discurso, precisamos abrir os olhos dos trabalhadores.

O Coordenador Vieira disse que precisamos trabalhar a organização interna do SINTE, nossas ações para o próximo período. A avaliação é de que não há indignação na nossa categoria. Há comodismo e falta de informação. Dentro dessa agenda organizacional também entra a pauta de luta com relação ao educacional e pedagógico: ensino médio, proposta de flexibilização curricular, o qual somos contrários, a forma com que está sendo colocado nesse Estado a educação especial, contrapor a educação domiciliar e contra a reforma da previdência que vai vir para o Estado de SC e vão aprovar no apagar das velas.

No início da tarde o Advogado do SINTE Marcos Palmeira esclareceu o plenário sobre as faltas de greve e mobilizações e seus desdobramentos jurídicos. Assista no link: https://www.facebook.com/unidospelaeducacao/videos/874515076264688/

Também foi debatido e aprovado o plano de lutas:

- 13/08/2019 – Dia Nacional de paralisação da Educação, com a realização de atos regionais em apoio a Marcha nos municípios. (As regionais que não realizarão atos deverão participar nos atos realizados nas regionais mais próximas). Florianópolis e São José, Criciúma, Lages, Blumenau, Jaraguá do Sul, Curitibanos, Joinville, Araranguá, SMO, Chapecó, Mafra, Caçador

- Verificar como está e acompanhar o andamento do processo no MP, sobre a forma de pagamento e terceirização dos(as) serventes das escolas, e exigir do governo a criação do cargo e realização de concurso público para contratação destes profissionais.

- Pontos principais da pauta são reajuste do piso na carreira; realização de chamada dos aprovados, para todos os cargos, do Concurso Público;  reajuste do auxílio alimentação; contra a reforma da previdência; contra a meritocracia; contra os cortes nos investimentos com educação e por uma matriz curricular debatida e construída pelos Trabalhadores em Educação,

- Realização de assembleia estadual no dia 19/09, dia do aniversário de Paulo Freire, com indicativo de greve,

- Repudiar, denunciar e combater a prática de criminalização dos Trabalhadores em Educação, por parte dos representantes do Governo,

- Exigir a manutenção da carga horária para os(as) professores(as) readaptados(as),

- Exigir do governo uma resposta sobre a nossa pauta, antes da assembleia estadual,

- Realização de seminários regionais e/ou macrorregionais e seminário estadual, para discussão e construção de uma proposta de matriz curricular para o novo ensino médio,

Calendário:

13-08 – Paralisação Nacional da Educação, com realização de atos,

14-08 a 18-09 – Visitas as escolas e assembleias regionais,

07-09 – Participação dos(as) Trabalhadores(as) em Educação no Grito dos Excluídos,

19-09 – Assembleia Estadual.

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