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CUTistas do Sul debatem sobre futuro do projeto político-organizativo da CUT

Mais de 80 dirigentes de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul se reuniram no dia que a CUT completou 36 anos para debater sobre os desafios para a organização sindical da central

Publicado: 29 Agosto, 2019 - 15h04 | Última modificação: 29 Agosto, 2019 - 16h00

Escrito por: Pricila Baade

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Cerca de 80 dirigentes CUTIstas dos três estados do Sul estiveram reunidos durante esta quarta-feira, 28 de setembro, na Escola Sul, para o seminário que discutiu sobre os desafios para a atualização do projeto político-organizativo da CUT.

O evento também foi uma comemoração aos 36 anos de fundação da central, celebrado no mesmo dia.  A mística de abertura relembrou algumas campanhas que a CUT realizou durante essas mais três décadas de história.

O seminário contou com a participação do Coordenador-Técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) da área de Educação e Comunicação, Fausto Augusto Júnior, e dos presidentes das três CUTs estaduais da região Sul. 

Fausto falou um pouco sobre o cenário que vivemos e os desafios impostos para o movimento sindical “Este modelo industrial está em dissolução e nos coloca grandes desafios. Toda nossa origem sindical é baseada em setores e categorias, uma organização que já está desatualizada para essa nova realidade”.

Ele disse que é preciso olhar para a história do movimento sindical para enfrentar os desafios de agora “Precisamos entender qual o modelo sindical vai dar conta dessa nova organização do mercado de trabalho. Eu sou otimista e acredito que o movimento sindical não vai acabar, porque enquanto existir trabalhadores explorados terá alguma organização para defende-los. A pergunta é se será a nossa organização ou outra”.

O coordenador-técnico do Dieese ainda advertiu para a importância de mantermos a CUT forte em um momento de ataques como este que vivemos, relembrando que a formação da central foi uma luta de todos os trabalhadores e trabalhadoras que queriam uma entidade com capacidade para liderar a organização de todos os sindicatos do país em torno de uma mesma ideia. “Hoje, com a reforma trabalhista e a diminuição de recursos sindicatos, a primeira coisa que muitas entidades fazem é cortar o repasse para a central. Se não cuidarmos, vamos destruir a CUT, que foi construída após tanta luta, e irão sobrar apenas as organizações por categoria”.

Na parte da tarde, os participantes se dividiram em grupos e construíram alternativas para o projeto político-organizativo da CUT, que passaram por debates como a ampliação da representação sindical, o fortalecimento do trabalho de base, a busca pela unidade das lutas das categorias e por novas formas de financiamento.