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CUT-SC e centrais fazem ato simbólico por “Fora, Bolsonaro” em Florianópolis

Com faixas, cartazes e bandeiras, os participantes pediram “Fora, Bolsonaro” e explicaram para quem passava as razões pelas quais defendem o impeachment do atual presidente.

Publicado: 21 Maio, 2020 - 16h49 | Última modificação: 22 Maio, 2020 - 15h31

Escrito por: Pricila Baade (CUT-SC)

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Mesmo em meio à pandemia, as centrais sindicais em Santa Catarina não deixaram de ir às ruas para defender a vida, o emprego e os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Usando máscaras e mantendo o distanciamento recomendado pelos especialistas de saúde, cerca de 40 dirigentes sindicais da CUT, CTB, CSP Conlutas e Intersindical, representantes de diversas categorias de trabalhadores, realizaram um ato simbólico na manhã desta quinta-feira, 21 de maio, em frente à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Com faixas, cartazes e bandeiras, os participantes pediram “Fora, Bolsonaro” e explicaram para quem passava as razões pelas quais defendem o impeachment do atual presidente. Durante as falas, os representantes dos trabalhadores reforçaram a importância do isolamento social para proteger a vida.

A presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, lembrou que quase ao mesmo tempo em que acontecia o ato em Florianópolis, em Brasília mais de 400 entidades e partidos políticos estavam entregando o primeiro pedido de impeachment coletivo de Bolsonaro na Câmara dos Deputados “As centrais sindicais estão aqui reunidas porque defendem a vida, o emprego, a saúde e a educação, tudo que esse presidente é contrário, e por isso pedimos fora, Bolsonaro”.

Ronald dos Santos, da CTB, falou que 21 de maio ficará marcado na história como o dia que o povo se uniu para dizer não à morte e ao genocídio “Este ato simbólico, reunindo as centrais sindicais, é pra dizer para o Brasil que em Santa Catarina os trabalhadores também estão unidos em defesa da vida, do trabalho, da renda e do povo “.

Edileuza Fortuna, da Intersindical, falou sobre a situação dos trabalhadores em saúde “O Brasil lidera o número de mortes de profissionais de saúde, essa é uma realidade triste que a gente não quer que se agrave. Por isso, estamos aqui neste ato simbólico, em defesa da vida e pela saída deste genocida do governo”. 

Mariah Madeira, da CSP Conlutas, lembrou que o Brasil é terceiro país no mundo com o maior número de casos confirmados da doença, enquanto Bolsonaro continua ignorando a gravidade do vírus, e alertou para a situação no estado “É preciso lembrar na frente da ALESC, que Santa Catarina será o próximo epicentro do COVID-19. Isso significa dizer que nós precisamos urgentemente parar Santa Catarina. Ao mesmo tempo que as pessoas estão morrendo no país, os grandes governantes só querem dar dinheiro para os banqueiros”.

 

O ato contou ainda com a participação de dirigentes de sindicatos CUTistas de diversas categorias de trabalhadores da Grande Florianópolis, como comerciários, bancários, servidores municipais e estaduais e psicólogos.

Para encerrar o ato e prestar solidariedade às milhares de vítimas do COVID-19, rosas e uma cruz foram colocadas em frente à ALESC.