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Campanha Salarial SITESSCH: aumento oferecido pelo patronal não chega a R$30

Após muito diálogo, o valor ofertado pelo sindicato patronal chegou a 2%, representando 0,44% de aumento real. O percentual de reajuste pedido pelo sindicato da categoria foi de 5%.

Publicado: 16 Maio, 2018 - 15h43

Escrito por: Patrícia Duarte/SITESSCH

As rodadas de negociaAs rodadas de negocia

 

Após muito diálogo, o valor ofertado pelo sindicato patronal chegou a 2%, representando 0,44% de aumento real. O percentual de reajuste pedido pelo sindicato da categoria foi de 5%. Esse valor garante ganho real maior para os trabalhadores, mas foi fortemente rejeitado pelos patrões nas rodadas de negociação. A comissão de negociação do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Chapecó e Região (SITESSCH) esteve reunida por três momentos com o patronal.

Com base no salário do profissional técnico de enfermagem, o valor oferecido pelo patronal representa menos de R$30 de aumento. A presidenta do Sindicato laboral, Maria Salete Cross, ressalta que o valor é uma afronta diante das necessidades dos trabalhadores que, ao longo de 2 anos viram “gás, luz, água, combustível, alimentação e vestuário se tornarem artigos de luxo na vida dos brasileiros. Isso é inadmissível”, afirma.

           Mesmo após muito debate e justificativas plausíveis que conferem aos trabalhadores o mínimo de reconhecimento profissional e salarial, os patrões mantiveram firmes a posição de que não há recursos para dar o aumento. A afirmativa vai contra o que é divulgado na própria imprensa catarinense, onde hospitais do estado receberão R$ 17 milhões de repasse através de recursos do governo federal via emendas parlamentares.

Maria Salete destaca ainda que, até o momento o fechamento da Convenção Coletiva não se efetivou pelo fato de o patronal querer impor condições quanto a cláusula da Contribuição Assistencial ditando regras para que a mesma seja colocada no acordo. Esta cláusula foi aprovada em assembleia pelos trabalhadores.

Outra imposição diz respeito a cláusula da Jornada em Regime Especial na CCT vigente até 2020 ou até o fechamento de uma nova convenção. Porém, o sindicato patronal exige a alteração desta cláusula, querendo que somente as empresas que forem filiadas ao sindicato patronal podem executar a jornada descrita na mesma. “Não vamos permitir que os patrões ditem regras do quê e como fazer com as cláusulas que dizem respeito somente ao sindicato laboral. A CCT deve ser respeitada”, declara Maria.

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