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Acampamento em Curitiba é símbolo de resistência em defesa de Lula livre

Desde sábado (7) militantes acampam em Curitiba próximo à sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, em defesa da liberdade do preso político Lula

Publicado: 12 Abril, 2018 - 14h26

Escrito por: Pricila Baade

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As barracas e cozinhas improvisadas montadas nas ruas próximas à sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, no Paraná, são a representação da resistência da militância em defender a frase que está escrita em cartazes, faixas e camisas espalhados pelo local: Lula Livre. Desde sábado (7) - dia marcado pela prisão política do ex-presidente - homens, mulheres e jovens organizaram o acampamento próximo ao local onde Lula está preso e decretaram: só sairão dali quando ele for solto. Santa Catarina está representado com aproximadamente 100 pessoas no acampamento, que são militantes do movimento sindical cutista, da agricultura familiar, do MST e do PT.

Quem está participando desse momento histórico de resistência são pessoas que reconhecem as melhorias que o governo popular de Lula trouxe para o país e são gratas pelas transformações que tiveram em suas vidas com as políticas sociais realizadas pelo ex-presidente. São trabalhadores urbanos, que melhoraram suas vidas a partir das políticas progressistas de reajustes do salário mínimo e de programas como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida; assim como agricultores familiares e integrantes dos Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra e dos Atingidos por Barragens, todos beneficiados com programas de incentivo e com o aumento no volume de crédito, e que agora fazem vigília permanente em defesa da liberdade de Lula para mostrar sua gratidão.

Quem anda pelo acampamento também vê jovens, que tiveram a oportunidade de acessar uma universidade por meio programas como o ProUni e o Fies; e negros, beneficiados com as cotas em universidade federais; além de pessoas do movimento LGBT, que conquistaram direitos inéditos com o governo popular. Todos que estão lá tentam retribuir de alguma forma os benefícios que receberam do primeiro presidente do Brasil que os enxergou e deu oportunidades para que melhorassem suas vidas.

A diversidade entre as quase mil pessoas que acampam há mais de cinco dias é muito grande, mas todos convivem em harmonia e se esforçam para que a organização no local funcione. A rotina é cansativa e cada um ajuda onde pode - seja na alimentação, na limpeza, nas acomodações ou na mobilização - com um único objetivo: resistir pela liberdade de Lula.

Nessa quarta-feira (11) mais caravanas saíram de Santa Catarina para se unir ao acampamento e participar do ato político que aconteceu em defesa da liberdade de Lula. O momento contou com a presença do ex-governador da Bahia, Jacques Wagner, e do ex-ministro da educação do governo Lula, Fernando Haddad.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, também participou do ato e falou sobre a importância de dialogar com a população sobre a injustiça que Lula está sofrendo “Temos de dizer, no dia a dia, nos bairros, nas casas, nas escolas e nas ruas que Lula é inocente e será o nosso presidente. Não há censura que irá nos tirar dessa luta. Junto com Lula estão presos nossos direitos às políticas sociais e por isso continuaremos em marcha até que ele seja livre, eleito nosso presidente”.

O acampamento Lula Livre continua montado em Curitiba com atos culturais e políticos todos os dias e quem passa por ali ouve os gritos de resistência como “Lula guerreiro do povo brasileiro”- “Lula livre” e “Lula inocente”.

Os sindicatos cutistas também estão mobilizados e fazendo revezamentos para reforçarem o movimento de resistência em defesa da liberdade de Lula.  “Curitiba agora é nossa praça de resistência. Como representantes da classe trabalhadora e defensores da democracia, nós Cutistas temos o dever de apoiar  até o fim a liberdade de Lula e a sua candidatura para a presidência do Brasil”, reforça Anna Julia.

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